(Este texto é datado de 29 de setembro de 2011, época em que Tenzin Gyatso, o atual Dalai Lama, visitou o Brasil).
Chegou ao meu conhecimento que o Dalai Lama, que frequentemente tem andado nos países ocidentais, virá ao Brasil. Esta personalidade política sob a capa de religião, especializada em show como um pop star, com olhares comoventes e histórias inventadas, engana brasileiros que se interessam pelo Tibete mas que desconhecem sua realidade.
Não é fácil saber quem realmente é o Dalai Lama. Para conhecê-lo, precisam-se olhos críticos. A mídia e os seguidores de Dalai Lama, confundidos pelo seu "fascinante sorriso" e brilho do "Prémio Nobel da Paz", ignoram o seu verdadeiro rosto. Onde quer que esteja, o Dalai Lama fala de "tolerância" e "paz", fazendo com que algumas pessoas o elejam como "Buda vivo". No entanto, é esse propagador da "harmonia religiosa" que se dedica a conspirações pela separação do Tibete da China, incluindo o planejamento e manejo nos bastidores dos violentos atentados separatistas na Região Autônoma do Tibete. Nos discursos que faz, nunca a citada personalidade política fala da escravidão feudal praticada no Tibete na época que lá atuava como líder espiritual, religioso e encarregado da administração dos negócios locais.
A escravidão no Tibete foi abolida apenas no ano de 1959, 71 anos depois da abolição da escravidão no Brasil. Bem diz um provérbio tibetano: "o carvão preto jamais se tornará branco por mais que seja lavado". Por talentoso que seja seu discurso, o Dalai Lama não consegue esconder a sua verdadeira identidade de exilado político dedicado às atividades separatistas.
Para entender o Dalai Lama, precisam-se ouvidos agudos. Há pessoas que se convencem pelas suas palavras e não notam as contradições. O Dalai Lama disse no último mês de maio que se aposentaria. Todavia, logo depois, ele começou a repetir que assumiria a responsabilidade de ajudar o "governo exilado" quando necessário, apesar de ter jurado que deixaria a vida política para se dedicar ao budismo. Incoerentemente, ele iniciou novas visitas a partir de junho último. Primeiro, viajou à Nova Zelândia e Austrália e em seguida aos Estados Unidos, Canadá, México e Argentina. Por toda a parte, insistiu e movimentou seu lobby para encontros com personalidades políticas importantes, proferir discursos e aparecer na mídia. O entusiasmo do monge pela política é mais animado do que antes. A farsa de aposentadoria encenada pelo próprio Dalai Lama demonstra que ele tem sido uma insistente personalidade política dedicada às atividades separatistas.
Para conhecer o verdadeiro Tibete, precisa-se de um coração justo. O ex-Chanceler alemão Helmut Schmidt lembrou: "Completamente conquistados por este ancião que quer mudar o mundo através das orações e sorrisos, abandonamos pensamentos críticos diante dele. Se analisarmos a história em detalhe, notaremos que no Tibete se praticou a escravidão na época da governança do Dalai Lama. Este regime só foi abolido nos meados da década 1950. Ao tratar da questão do Tibete, caso vejamos só os sorrisos do Dalai Lama, perceberemos apenas o significado simbólico da questão, não o próprio Tibete". Sei que as palavras dele são expressões com uma atitude objetiva.
Então como é o verdadeiro Tibete? Gostaria de responder duas questões básicas. Vejamos primeiramente, os fatos históricos: O Tibete sempre foi e continua sendo parte inalienável do sagrado território chinês. Tornou-se uma região administrativa sob a tutela direta do Governo Central na Dinastia Yuan no século XIII. O Tibete nunca se separou da Pátria Chinesa ao longo da história.
Agora, passemos para a atualidade. Nesse ano de 2011 se comemora o sexagésimo aniversário da libertação pacífica do Tibete. Com o apoio enérgico do Governo Popular Central e de todas as etnias do País e por intermédio dos esforços do povo tibetano, realizaram-se nesta terra antiga enormes mudanças. Por exemplo, o avanço histórico na evolução do regime social e o melhoramento da qualidade de vida do povo. Durante os últimos 60 anos, o investimento direto do Governo Central da China ao Tibete superou 160 bilhões RMB (aproximadamente 25 bilhões de dólares americanos), e a média da taxa do crescimento anual da economia do Tibete foi 8.3%. Foram concluídas centenas de obras de infraestrutura tais como a conhecida ferrovia Chingai-Tibete. Lembramo-nos que no passado não havia nem uma estrada ou ferrovia na região. A taxa de educação das crianças de idade escolar subiu de 2% para 99.2%, e a de analfabetismo juvenil caiu de 95% para 1.2%. A cultura tibetana tradicional é respeitada e protegida. A proteção do meio ambiente é intensificada. Atualmente no Tibete há um total de mais de 1.700 lugares sagrados para atividades religiosas e 46.000 monges. A área de superfície das reservas naturais em relação à superfície total do Tibete é 34.5%, a mais alta no País.
Estes fatos que o Dalai Lama omite são os sucessos dos quais o povo chinês se orgulha. Tenho a convicção de que, como membro da Grande Família da Nação Chinesa, o Tibete desfrutará de um futuro particularmente mais brilhante.
Gostaria recomendar aos amigos um livro intitulado "Não tão 'Zen': Aspectos Escondidos do Dalai Lama", escrito por escritor e jornalista francês Maxime Vivas, que visitou o Tibete em 2010. O que chamou a atenção do autor foram as novidades das quais a mídia ocidental quase nunca fala: a presença viva da língua tibetana — nos jornais, televisão, rádio, dentre outros meios de comunicação —, o ensino da cultura tibetana nas universidades e o meio ambiente bem protegido. O que o autor viu inspirou-lhe à uma investigação independente sobre a questão tibetana que duraria um ano, e cujos resultados se resumem no livro acima mencionado. Maxime Vivas escreveu: "O Tibete parece bastante diferente daquele que os ocidentais acreditam. O rosto verdadeiro que o Dalai Lama esconde não é nada igual àquele que as pessoas conhecem". Algumas mídias definiram este livro como "a primeira obra literária reveladora do verdadeiro Dalai Lama publicada no Ocidente". Ao meu ver, este livro merece ser lido pelo amigos brasileiros que querem conhecer o Tibete profundo.
O Dalai Lama trocou sua terra natal há mais de meio século. Para ele, que tem 76 anos, seria sensato deixar as cansativas viagens pelo mundo e corrigir o rumo da navegação da vida o quanto mais cedo possível. Para os que prestam se interessam pela questão tibetana e aos seguidores do Dalai Lama, se tiverem oportunidade, recomendo que visitem o Tibete, pisem nesta terra com os seus pés e vejam a verdade com os seus próprios olhos. Abrindo a mente, ampliando a visão, certamente verão um verdadeiro Dalai Lama e conhecerão o formoso Tibete, o Tibete chinês.
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