Hillary Clinton tem provado ser uma “candidata teflon”. Na sua campanha para a nomeação pelo Partido Democrata, conseguiu evitar ser prejudicada por escândalos graves, qualquer um deles suficientemente grande para destruir qualquer outro político. Hillary aceitou subornos massivos, sob a forma de pagamentos por discursos em conferências, de organizações e corporações financeiras. Está sob investigação por utilização indevida de dados confidenciais, uma infração que já levou à prisão vários denunciantes independentes. Hillary sobreviveu ao bombardeamento da Líbia, sua falha tentativa de criação de um Estado líbio que deu lugar para o que hoje é a maior rede global de terroristas jihadistas, e à controvérsia sobre o que aconteceu em Bengasi. Sobreviveu às acusações de que, como secretária de Estado, favoreceu interesses estrangeiros em troca de donativos à Fundação Clinton. E claro, há uma lista de escândalos anteriores: Whitewater, Travelgate, Filegate. No seu livro “Hillary Clinton: Rainha do Caos”, Diane Johnstone a descreve como a “vendedora máxima da oligarquia reinante”.
Hillary é uma representante paga dos grandes bancos, do Complexo Militar-Industrial e do lobby israelita. Ela vai representar esses interesses, não os do povo americano ou dos aliados europeus da América.
A compra dos Clinton por grupos de interesse é de conhecimento público. Por exemplo, a CNN referiu que, entre fevereiro de 2001 e maio de 2015, Bill e Hillary Clinton receberam US$153 milhões por 729 conferências, ao preço médio de US$210 mil cada.
Quando se tornou evidente que Hillary Clinton iria ser a provável candidata pelo Partido Democrata, passou a receber mais. O Deutsche Bank pagou-lhe US$485 mil por uma conferência, e a Goldman Sachs US$675 mil por três conferências. O Bank of America, Morgan Stanley, UBS e Fidelity Investments pagaram US$225 mil cada um⁽¹⁾.
Apesar da desavergonhada propensão de Hillary para ser subornada em público, o seu oponente, Bernie Sanders, não conseguiu tirar partido da falta de vergonha dela. Os dois principais jornais do establishment, o Washington Post e o New York Times, logo vieram em defesa de Hillary.
Hilary é uma fomentadora de guerras. Ela empurrou o regime de Obama para a destruição de um governo estável e muito cooperante na Líbia, em que a “Primavera Árabe” consistia num grupo de jihadistas apoiados pela CIA, utilizados para desalojar a China e os seus investimentos petrolíferos da Líbia oriental. Ela pressionou seu marido para bombardear a Iugoslávia. Ela promoveu o golpismo na Síria. Ela supervisionou o golpe que derrubou o Presidente democraticamente eleito nas Honduras. Ela promoveu ao Departamento de Estado a neoconservadora Victoria Nuland, que preparou o golpe que derrubou o Presidente democraticamente eleito da Ucrânia. Hillary chamou o Presidente Vladimir Putin de “novo Hitler”. Hillary como presidente é a garantia de guerra e mais guerra⁽²⁾.
Nos Estados Unidos o Governo foi privatizado. Os detentores de postos oficiais usam suas posições para enriquecer, não para servir o interesse público. Bill e Hillary Clinton são o símbolo do uso do serviço público em prol do interesse próprio. Para os Clinton, governar significa usar o serviço público para recompensar favores prestados a interesses privados. O Wall Street Journal noticiou que “pelo menos 60 companhias que fizeram lobby no Departamento de Estado durante o seu mandato [de Hillary Clinton] como secretária de Estado doaram no total mais de 26 milhões de dólares à Fundação Clinton.
Segundo o Washington's Blog, “No geral, a fundação Clinton e suas filiais acumularam doações e compromissos de todas as origens, num total de mais de 1,6 bilhões de dólares, segundo as suas declarações de rendimentos”⁽³⁾.
Segundo o Roots Action, os doadores multimilionários incluem a Arábia Saudita, o oligarca ucraniano Victor Pinchuk, o Kuwait, a Exxon Mobil, os amigos da Arábia Saudita, James Murdoch, o Catar, a Boeing, a Dow Chemical Company, o Goldman Sachs, o Walmart e os Emirados Árabes Unidos.
Segundo o International Business Times, “sob Hillary Clinton, o Departamento de Estado aprovou vendas comerciais de armamentos no valor de 165 biliões de dólares a 20 nações cujos governos deram milhões à Fundação Clinton”⁽⁴⁾.
Hillary Clinton tem escapado incólume a tantos crimes e escândalos que ela provavelmente seria a mais temerária pessoa da história americana a ocupar a Presidência. Com o relançamento da corrida armamentista, com a Rússia a ser considerada “uma ameaça existencial aos Estados Unidos”, e a declaração de Hillary considerando o Presidente Putin como o “novo Hitler”, é provável que a postura arrogante e autoconfiante de Hillary possa desencadear um conflito entre a OTAN e a Rússia. Tendo em conta o extraordinário poder destrutivo das armas nucleares, Hillary na Presidência poderá significar o fim da vida na terra.
NOTAS:
(TÍTULO): Killary é um jogo de palavras com o primeiro nome de Hillary Clinton, ex-Primeira-Dama e candidata à Presidência pelo Partido Democrata, com a palavra “killer”, que significa “assassino” na língua inglesa.
(1): JILANI, Zaid. "Hillary Clinton made more in 12 speeches to big banks than most of us earn in a life". The Intercept, 8 de janeiro de 2016. (Acesse).
(2): ZUESSE, Eric. "Hillary Clinton's Six Foreign-Policy Catastrophes". Modern Diplomacy, 15 de dezembro de 2019. (Acesse).
(3): KRIEGER, Michael. "Hillary Clinton Exposed Part 1 – How She Aggressively Lobbied for Mega Corporations as Secretary of State". Liberty Blitzkrieg, 20 de fevereiro de 2015. (Acesse).
(4): SIROTA, David. "Clinton Foundation Donors Got Weapons Deals From Hillary Clinton's State Department". International Business Times, 26 de maio de 2015. IBT Investigations. (Acesse).
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