No Brasil, o maior jornal do País publicou transcrição de uma gravação privada vazada para o jornal. As palavras registradas constituem a trama das ricas elites brasileiras, envolvendo tanto os militares brasileiros corrompidos pelos EUA quanto o Supremo Tribunal Federal, para remover a Presidente democraticamente eleita do Brasil, sob falsas acusações, a fim de parar as investigações das elites corruptas que habitam no Senado brasileiro, e por um fim à participação do Brasil nos BRICS. A tentativa Russo-Chinesa para organizar um bloco econômico independente de Washington já perdeu 20% de seus membros.
A democracia foi derrubada no Brasil, como na Ucrânia, Honduras — na verdade, em todos os lugares em que Washington coloca suas mãos sujas, incluindo os próprios Estados Unidos.
Glenn Greenwald relata sobre o extraordinário vazamento da gravação de 75 minutos das conversas entre as elites brasileiras, que planejaram a trama para enquadrar a Presidente do Brasil, a fim de se protegerem⁽¹⁾.
O Governo da Presidente Dilma Rousseff estava lidando com a corrupta elite brasileira de forma estritamente legal, não revolucionária. Este foi um erro estratégico, uma vez que nem as elites brasileiras, nem os seus apoiadores em Washington dão a mínima para a legalidade. Para eles, o poder é a única força eficaz.
Eles usaram o seu poder para remover Rousseff da Presidência, provando aos brasileiros que seus votos não são efetivos para decidir quem governa.
O mundo viu isso tantas vezes. É por isso que a Revolução Francesa, Marx, Lenin e Pol Pot concluíram que a mudança era impossível a menos que as elites fossem exterminadas.
Na América Latina, os governos populistas, que conseguiram, contra todas as probabilidades, serem eleitos, amarram suas próprias mãos, estendendo a proteção do Estado de Direito a seus amargos inimigos domésticos, que se aproveitam da proteção que lhes foi dada para para usar seu poder para derrubar o governo eleito.
Sempre será assim. Sem Lenin, não haverá mudança na América Latina ou em qualquer lugar no mundo ocidental corrupto e controlado pelas elites. No mundo ocidental, votar é perda de tempo. A farsa das eleições não é nada além de cobertura para o controle das elites. Os eleitores, sempre esperançosos, nunca compreendem.
NOTAS:
(1): GREENWALD, Gleen e FISHMAN, Andrew e MIRANDA, David. "NEW POLITICAL EARTHQUAKE IN BRAZIL: IS IT NOW TIME FOR MEDIA OUTLETS TO CALL THIS A “COUP”?". The Intercept, 23 de maio de 2016. (Acesse).
Comentários
Postar um comentário