Nos Estados Unidos de hoje, acabar com o vício em drogas parece impossível. O sistema afirma ser “combatente as drogas” — com policiais, novos medicamentos, religião, novas terapias e campanhas de “diga não” —, mas apesar de tudo isto o problema da droga não vai embora, enquanto agentes da polícia armados assediam e brutalizam o povo.
Por quê? Porque este sistema de “cão comendo cão” apenas aumenta o uso de drogas, e as forças poderosas de dentro do sistema lucram com a de vendas dos entorpecentes. A produção, o transporte e a venda de drogas é um negócio de bilhões de dólares. Ele é administrado por grandes capitalistas que têm laços em todo o Governo dos Estados Unidos, desde a polícia até a CIA. Enquanto isso, os governantes deste sistema culpam o povo pelo “problema das drogas” — especialmente os jovens pobres do gueto.
Enquanto isso, os maoístas dizem: "todas as opressões, incluindo o vício em drogas, podem ser derrubadas!".
E como nós sabemos? Porque após a Revolução Maoísta na China, em 1949, o próprio povo, liderado pelo Partido Comunista da China, passou a utilizar os métodos maoístas para acabar com o uso de drogas. Esta experiência e estes métodos são muito relevantes para o mundo de hoje.
Revolucionários de todo o planeta estão a estudar as contribuições de Mao Tsé-Tung, o maior revolucionário do nosso tempo, e estão mostrando o povo como a teoria e prática de Mao podem ensinar as pessoas de hoje como libertar-se. No 100º aniversário de Mao, no dia 26 de dezembro de 1993, celebrações do Centenário Mao ocorreram com entusiasmo.
Esta história em específico, de como a Revolução Maoísta eliminou a dependência de drogas, pode mostrar na prática que “quando a revolução tem seu dia, as pessoas veem as coisas de forma diferente”.
A China antiga teve o maior problema com consumo de drogas do Mundo para a época. Antes da revolução de Mao ganhar, em 1949, o povo da China era miseravelmente pobre, governado por um punhado de ricos proprietários de terras, senhores da guerra e capitalistas estrangeiros.
Sob essa velha sociedade, muitas pessoas foram amarradas ao cachimbo. Havia cerca de 70 milhões de viciados na China — viciados em ópio, morfina e heroína. Trabalhadores famintos utilizavam dos delírios do doce ópio para cobrir a dor da fome e da desesperança. E os ricos entediados consumiam drogas para preencher suas horas vagas. Em certas áreas, todos, até mesmo as crianças, fumavam ópio. Nas cidades, pequenas garrafas de drogas eram vendidas nas esquinas como se sorvete fossem. A população trabalhava entorpecida.
O povo da China antiga sofreu terrivelmente com a dependência química causada pelo uso destas substâncias. Muitas pessoas pobres deixavam de comprar comida para gastar seus poucos centavos para encher seus cachimbos. Viciados muitas vezes abandonavam seus filhos ou até mesmo os vendiam para comprar mais drogas. Mulheres muitas vezes eram forçadas à prostituição para sustentar o vício, e muitas vezes morriam de doenças decorrentes.
Mas como o sistema começou este vício em drogas? As drogas foram implementadas na China à força pelos colonialistas ricos da Europa e Estados Unidos. O Governo britânico travou a famosa Guerra do Ópio, em 1839, para forçar a China a aceitar o ópio trazido em navios ingleses. Malcolm X certa vez escreveu: “Imagine só! Declarar guerra contra alguém porque este se recusa a se drogar!”.
Assim, o tráfico de drogas inicia-se porque grandes capitalistas poderiam fazer fortunas vendendo drogas viciantes, e porque os governos colonialistas precisavam do comércio para financiar a sua aquisição da própria China. As autoridades corruptas chinesas também lucraram muito, ajudando os capitalistas estrangeiros a escravizar seu próprio povo. Isto é semelhante à forma como a classe dominante dos EUA ajudou a criar a atual praga mundial do vício em drogas. A classe dominante dos EUA está ligada ao tráfico de drogas em todos os níveis — muitas vezes organizando-o, financiando-o e defendendo-o. Na década de 1960, a CIA inundou comunidades oprimidas com heroína para financiar sua guerra secreta no Laos. Em seguida, na década de 1980, durante o Governo de Reagan, a CIA ampliou o tráfico de cocaína para financiar sua guerra secreta contra a Nicarágua. Empresas farmacêuticas dos EUA lucraram com estimulantes e depressores vendidos de forma legal e “ilegal”. Esta conexão chega até o nível das ruas — onde policiais exigem a “sua parte” dos lucros da droga.
A experiência da China e dos EUA mostra porque este sistema nunca pode resolver os problemas do vício das drogas. O sistema cria o sofrimento e o isolamento que faz com que muitas pessoas fujam para as drogas. O sistema utiliza o vício para enfraquecer o povo e escravizá-lo. Então, em seguida, todos os tipos de capitalistas e autoridades fazem muito dinheiro com isso. Em suma, este sistema provoca a dependência e lucra a partir dela.
Na China, a Revolução Maoísta terminou com o vício rapidamente. As tropas revolucionárias de Mao derrotaram as tropas opressoras em 1949. Três anos depois, em 1952, já não havia mais viciados, não havia mais traficantes, não havia mais cultivo de papoulas de ópio e, por fim, não havia mais drogas contrabandeadas. Em apenas três curtos anos a China passou de 70 milhão de viciados em drogas para nenhum.
Na China, a Revolução criou um Exército de Libertação Popular e, em seguida, um novo Governo Popular. Este Governo e as massas revolucionárias foram levados pela vanguarda do partido maoísta, o Partido Comunista da China. Quando a Revolução venceu, em 1949, o poder na sociedade SERVIA AO POVO, pela primeira vez, e não aos opressores. Havia grandes problemas de todos os tipos, que sobraram da antiga sociedade. Mas agora era possível para o povo se organizar em seus próprios interesses para resolver esses problemas.
Desde os primeiros meses do novo poder, a Revolução Maoísta utilizou-se do método da linha de massas para acabar com o vício. Esta campanha não se baseava em punições ou em assistentes sociais destratando as pessoas. Os comunistas revolucionários contavam com as massas de pessoas — das cidades e do campo — a organizar-se para acabar com a fabricação, venda e uso de drogas.
Os revolucionários maoístas chamavam os próprios viciados para avançar, abandonar seus hábitos e juntar-se à luta por uma nova sociedade. Os revolucionários maoístas organizaram a população das comunidades para lutar junto de seus irmãos e irmãs viciados: persuadi-los e educá-los. Ex-viciados e suas famílias se juntavam às grandes marchas e comícios. Drogas eram incineradas em celebrações nos bairros e aldeias. As crianças foram organizadas em suas escolas. O novo poder significava que os jornais e rádios foram mobilizados para apoiar a campanha revolucionária.
Era difícil largar o vício, e muitos viciados resistiram à primeira vista. Mas as massas sabiam se um viciado ainda estava usando drogas. Crianças argumentavam com os pais. Esposas com maridos. Todos pediam aos viciados para se ajustar à nova sociedade.
Ao mesmo tempo, os revolucionários organizavam o povo para boicotar as redes de negócios que vendiam drogas. Isto significava que os fornecimentos foram desaparecendo — e que estava ficando cada vez mais difícil para os viciados se entorpecerem.
Em suma, a luta contra vícios das drogas se tornou um movimento de massas em grande escala — o tipo de movimento de massas que só um verdadeiro governo revolucionário do povo pode criar.
Mao Tsé-Tung disse: “unam todos os que podem se unir contra o inimigo real.” Na China, a vanguarda ensinou as pessoas que acabar com a dependência de drogas era parte da luta de classes contra a velha sociedade — e a população foi instada a fazer distinções claras entre o povo e seus inimigos.
Os maoístas disseram que o sistema e os seus apoiantes devem ser considerados inimigos, e que os viciados devem ser considerados parte do povo e devem ser tratados como vítimas do sistema. Esta é a abordagem oposta em relação aos policiais e a maioria dos pregadores religiosos que ignoram o sistema e tratam viciados como lixo humano e como criminosos.
Devido a estas distinções, os viciados não foram presos quando “vieram a público”. Em vez disso, as pessoas elogiavam os viciados por estarem tomando uma atitude correta e revolucionária. Porque, com o povo no poder, os viciados eventualmente perderam o medo de procurar ajuda. Prazos foram definidos: os viciados tinham vários meses para ficarem limpos. Durante este período, eles reduziam o uso gradualmente e recebeiam injeções para aliviar as cãibras musculares de abstinência.
O Governo revolucionário de Mao também disse que os pequenos traficantes de drogas não seriam tratados como inimigos do povo — se estes pequenos operadores ajudassem a acabar com o comércio de drogas. O Governo revolucionário ofereceu um trato único com os pequenos traficantes: o Governo de Mao compraria todo estoque que os pequenos comerciantes e os produtores tinham. Em troca, estes pequenos operadores tinham que sair do negócio das drogas para sempre. Alguns pequenos traficantes de drogas resistiram a este negócio — sendo assim denunciados pelo povo e presos. Alguns foram colocados sob vigilância constante do bairro, outros foram para a prisão para serem reeducados.
Esta política revolucionária tratava todos os pobres como irmãos e irmãs. Pobres viciados e traficantes tiveram uma saída do mundo das drogas. Receberam empregos e foram encorajados a aderir à luta por uma nova sociedade.
Uma abordagem diferente foi tomada para os grandes traficantes de drogas que ficaram ricos por meio do sofrimento das pessoas. Estes foram classificados como “inimigos do povo” e foram levados a julgamento na frente de milhares de pessoas. Pessoas cujas vidas foram arruinadas pelas drogas testemunharam contra eles. À estes opressores foi dada a fria e dura justiça: prisão perpétua ou execução pública. Não foram muitas as execuções — apenas cinco ou dez nas grandes cidades.
Até o final de 1951, a Agência de Notícias da Nova China (Xinhua) anunciou que o problema da droga tinha sido “fundamentalmente exterminado” no norte da China (região que havia sido libertada primeiro). O sul da China, que incluía muitas áreas de cultivo de papoula, demorou cerca de um ano a mais.
O fato de haver um novo poder estatal revolucionário foi o que tornou tudo isso possível: novo dinheiro emitido e controle revolucionário de serviços bancários, cessando a lavagem de dinheiro. A disciplina e a consciência do movimento revolucionário impediu que os traficantes de drogas pudessem comprar (subornar) as pessoas do novo governo. E o desenvolvimento de uma nova economia socialista significava que era possível dar emprego e eliminar a pobreza — que levava muitos para o tráfico de drogas na falta de oportunidades.
A Revolução Maoísta rejeitou toda a abordagem burguesa às drogas: o maoísmo não é sobre algumas reformas, “algum dinheiro para a reabilitação de drogas”. Não se trata de soluções individuais através da terapia individual. Não se trata de encher prisões com viciados, permitindo aos grandes capitalistas enriquecerem com o comércio de drogas. Não é sobre a hipocrisia e moralismo inútil de pregadores religiosos. Qualquer conversa sobre como se livrar das drogas, sem revolução proletária é apenas um sonho.
A Revolução de Mao foi sobre soluções reais — foi sobre como parar a terrível escravidão às drogas, e como parar o comércio capitalista das drogas que lucrava com o sofrimento do povo, além de acabar com muitas outras opressões também. Usando métodos maoístas, as massas revolucionárias se livraram da prostituição, da venda de crianças, da pobreza brutal, do analfabetismo, do desemprego, dos espancamentos sofridos por esposas, do crime, da violência policial, e assim por diante. A revolução mudou completamente a vida e o pensamento de milhões e milhões de pessoas. Isso levou as pessoas a fazerem coisas que eram impensáveis apenas alguns anos antes.
A Revolução Maoísta funciona porque ela vai à raiz dos problemas: a Revolução Maoísta derruba os opressores e seu sistema, e depois depende das massas para continuar a revolução e construir uma sociedade totalmente nova.
Isso é o que vai haver aqui também: uma revolução. A mudança real é necessária há tempos
Comentários
Postar um comentário