
Isaac Asimov foi um escritor de Ficção Científica ou Sci-Fi, como dizem seus compatriotas. Na clássica trilogia "A Fundação", Asimov inspirou-se no Império Romano (o maior império de todos os tempos) projetando-o no futuro, em um cenário tendo como quadro de fundo a Via Láctea, nossa galáxia.
Mas hoje, 70 anos decorridos da celebrada publicação da obra de Asimov, baixando os olhos para nossa velha e boa Terra, o que resta do sonho americano (estadunidense, com mais precisão) de ser um império unipolar, dominando o resto do mundo manu militari? Desolação, derrota e frustração na corte do império e esperança nas franjas fronteiriças das colônias.
Os países invadidos pelos EUA a pretexto de levar a "pax americana", viram os índices de miséria aumentar, sem exceção. E o mais retumbante fracasso da política do "Big Stick" (Grande Porrete, como gostam de traduzir os marechais brasileiros) compeliu muitos desses países a reorganizarem-se militarmente e enxotar o invasor demonstrando que pequenos roedores podem derrotar elefantes.
No Afeganistão não foi diferente. Após 20 anos de ocupação e com gastos que superaram um trilhão (+ de 1.000.000.000.000) de dólares, as tropas ouviram a toada que é música para os ouvidos dos jovens estadunidenses: "militares, meia volta, volver".
Ouvirá a classe dominante da grande nação do norte a voz da História e porá um ponto final na política intervencionista? Definitivamente, não. Nenhum Império - nem mesmo os da ficção científica - renunciaram ao papel de gendarme universal até que a luta dos oprimidos os derrotou - relembrem Star Wars (Guerra nas Estrelas).
Comentários
Postar um comentário