(Este texto é uma transcrição editada da apresentação Dennis Small durante a Conversa à Lareira de 14 de outubro de 2021, um evento semanal organizado pela Organização LaRouche).
O tema com que pretendo lidar hoje é o da hiperinflação e depressão que hoje estão explodindo ao longo do planeta. Pretendo lidar com esse tema porque acredito que vai ao fulcro do que subjaz às outras coisas que estão acontecendo em diferentes áreas. Vamos olhar para a causa dos fenômenos de hiperinflação e depressão, e, claro, para a cura dos mesmos.
Tenho a certeza de que você já ouviu a narrativa na imprensa de que a causa concreta para inflação são efeitos de “oferta e procura”: se a oferta cai, ou a procura aumenta, isso, supostamente, leva ao aumento dos preços, e assim sucessivamente. Também pode ler sobre isso em todos os manuais de economia. Pode recorrer a autores formados em Harvard, e a outros, e eles basicamente dirão que há dois tipos de inflação: "inflação de oferta” e “inflação de demanda”. Porém tudo isso é um monte de conversa fiada — simplesmente não é verdade.
A situação que estamos enfrentando agora é muito mais grave que isso. Vamos supor que você acorde amanhã e descubra que já não consegue tirar dinheiro do caixa eletrônico. Você imagina que é apenas um caixa de esquina que está avariado, e então vai ao banco, mas se depara com as portas do banco fechadas. Vai então a outro banco e, envolta deste, vê um cerco de policiais e multidões se aglomerando. Depois, vai à farmácia para comprar o medicamento de que precisa urgentemente para sua condição cardíaca, ou seu medicamento para pressão alta, ou o que quer que seja, mas a farmácia está fechada, ou então está racionando os medicamentos em pequenas doses. O que acha de uma situação desse tipo, acha que seria preocupante?
Você pode pensar que estou exagerando, e que isto é só uma hipérbole para o que está acontecendo. Mas não, esse não é o caso. Essa é precisamente a espécie de situação para a qual estamos nos encaminhando neste momento. Vou fazer a análise de uma meia dúzia de situações que aconteceram internacionalmente e acho que, depois disso, você perceberá que a afirmação que fiz (que corresponde à avaliação que Lyndon LaRouche já há décadas vinha fazendo, para a natureza sistémica desta crise) é, na verdade, muito mais exata que qualquer coisa que quaisquer outros estejam a dizer. É o reconhecimento desse fato que depois aponta a pessoa na direção de uma solução.
Oferta e Procura
Vamos olhar então para um conjunto de situações, e para o que tem acontecido com os preços ao longo de 2021. Estes fenômenos são sempre descritos na mídia como resultado de “oferta e procura”, e como fenômenos transitórios — como o Federal Reserve (Fed) gosta de dizer. Mas consideremos o seguinte:
O preço do algodão aumentou 47% ao longo deste ano. Será que isso está ocorrendo porque a procura aumentou em 50%? Há tantas pessoas assim querendo mais camisetas? Ou, há tantas pessoas assim à procura de mais algodão para quaisquer outros propósitos?
O índice dos preços dos fertilizantes aumentou a tal ponto que é agora o dobro do que era há um ano atrás — por outras palavras, um aumento de 100%. Será que isso está ocorrendo porque, assim de repente, ninguém está produzindo fertilizantes e, portanto, a oferta caiu e o preço duplicou no espaço de um ano?
Ou, vamos olhar para a situação da energia nos Estados Unidos e na Europa. O custo do petróleo nos Estados Unidos é hoje 65% mais elevado que no início de 2021. O preço de um barril de petróleo de Brent é agora de US$83, o mais elevado em anos.
O custo do gás natural nos Estados Unidos aumentou ainda mais depressa que o do petróleo, atingindo os 112% este ano. Portanto, estamos falando de um aumento de 1,5 a 2 vezes em menos de um ano para estas fontes energéticas: petróleo e gás natural. Será que isso está ocorrendo porque a OPEP deixou de produzir petróleo assim de repente? Será que uma diminuição de 1% na produção de petróleo, pela OPEP (estou inventando os 1%, não faz muita diferença qual o número real) levou à duplicação do preço, a um aumento de 100% no preço?
A mídia e os políticos nos dizem que a economia está se recuperando tão rapidamente da Pandemia da COVID-19 que a produção está simplesmente decolando em várias partes do mundo. E isso supostamente explica a duplicação do custo da eletricidade no espaço de um ano? É possível que eles acreditem que somos assim tão tolos? Talvez seja o caso. Na Europa, o custo médio de um megawatt-hora de eletricidade (estou trocando as unidades, porque os casos exemplificativos que estou revendo são reportados dessa forma, mas acho que dá para ter uma ideia), em dezembro do ano passado, foi 43 euros. Em março deste ano, tinha mais do que duplicado, para 100 euros.
E, hoje, em outubro de 2021, o custo médio de um megawatt-hora de eletricidade na Europa é de 389 euros. Um aumento de 43 para 389 euros em menos de um ano — isso é um aumento de dez vezes! Será que houve um aumento de dez vezes na procura de eletricidade? Será que houve um colapso de dez vezes no abastecimento de eletricidade?
Uma pessoa tem de se questionar. Afinal de contas, talvez isso não tenha nada a ver com oferta e procura, ou com outros contos de fadas.
O Citibank emitiu uma projeção de como estarão as coisas na Europa no final deste ano. Eles dizem que o custo de um milhão de BTUs (Unidade Térmica Britânica) de energia vai escalar a um nível que pode estar em qualquer ponto entre US$30 e US$100. Depois, o próprio Citibank faz a conversão: dizem que, se chegarmos aos US$100 por milhão de BTUs até ao final deste ano, então isso será o equivalente ao petróleo custar US$580 por barril. Hoje, está a “apenas” US$83.
Traduzindo para situações específicas: Na Itália, de acordo com relatos da mídia italiana, as contas de eletricidade vão aumentar até 900% na época do Natal. Será que isso significa que as pessoas vão estar consumindo 900% mais eletricidade? Me poupe! Na Espanha, um megawatt-hora de eletricidade aumentou de 40 euros, em 2020, para 200 euros, hoje — um aumento de cinco vezes. A Índia, que usa grandes quantidades de carvão, importa muito desse carvão da Indonésia. O custo de uma tonelada de carvão importada da Indonésia aumentou de US$86 por tonelada em abril de 2021, para US$162 por tonelada — duplicou em seis meses! Metade das centrais de carvão na Índia têm, em reserva, um abastecimento de carvão para menos de dois dias. Podem simplesmente ficar sem carvão e parar de produzir eletricidade.
No Líbano, isto já está acontecendo: o apagão libanês. As duas maiores companhias elétricas estatais que produzem a maioria da eletricidade no país foram forçadas a fechar. A queda no abastecimento de eletricidade foi tão drástica que é estimado que haja um perigo imediato à integridade técnica concreta da própria rede. Isso tem tudo a ver com as políticas do FMI e com as políticas bancárias impostas através das políticas do FMI.
Talvez você esteja começando a ter uma ideia de que nada disso é explicado pelas razões oferecidas na mídia e nos manuais de economia. Acontece que o custo da energia não é determinado por oferta e procura, nem por inflação de oferta, nem por inflação de procura. O custo da energia é determinado no mercado spot de Amsterdã, que é um mercado spot especulativo. Quando os especuladores saltaram para esse mercado e começaram a especular sobre os preços futuros aos quais poderão vender o seu barril de petróleo, ou o seu kilowatt de eletricidade, ou o que quer que seja, então, como vocês sabem muito bem, aqueles que têm essas comodidades para fornecer vão agarrar-se às comodidades que possam ter na carteira, uma vez que sabem que o preço vai subir ao ritmo ditado pelos mercados especulativos.
Portanto, se um mercado especulativo é alimentado por incontáveis trilhões, ou por 1.7 quadrilhões de dólares, isso vai aumentar o preço de tudo à medida que a orgia especulativa procede. E é por isso que ocorre, ao longo de todas as áreas, uma situação de enormes aumentos nos preços. Não tem nada a ver com oferta e procura, ou com uma revigoração da procura (após a baixa pandêmica) — nada disso está ocorrendo.
Aumento de dez vezes nos custos do transporte mercante
Isso é energia, um setor essencial. Vamos agora olhar para outro setor essencial que afeta todo o resto da economia (à imagem do que acontece com a própria energia). Tomemos, portanto, o exemplo das mercadorias, mais especificamente do transporte marítimo de mercadorias ao longo do mundo. A unidade básica do transporte mercante é o contentor, algo que é conhecido como um TEU (Twenty-foot Equivalent Unit — em português: Unidade Equivalente a Vinte Pés). Há um ano atrás, o custo do transporte mercante por TEU dos Estados Unidos para a China era de cerca de US$2 mil. Hoje, se você conseguir sequer contratar algo assim, o custo vai ser de em média US$20 mil. É um aumento de dez vezes num só ano! Será que isso acontece porque, de repente, há 90% menos TEUs? Ou, talvez a resposta mais provável seja a de que estes também estão sendo acumulados na expectativa de que os preços continuem a subir.
O custo do transporte mercante a partir do Chile, na América do Sul, para os Estados Unidos, era, há um ano atrás, de US$1.5 mil por TEU. Hoje, é de US$18 mil — um aumento de doze vezes.
Agora, consideremos os chips: 90% dos chips eletrônicos que são produzidos no mundo, são fabricados por uma empresa em Taiwan. Há relatos, em publicações técnicas ligadas ao setor, de que substancialmente mais chips têm sido fornecidos a empresas do que utilizados em produtos que essas empresas fabricam. Por outras palavras, entra mais do que o que sai. O que é que isso significa? Significa que há entesouramento por parte de alguém. Porque é que haveriam de estar acumulando? Porque há especulação sobre os preços dos chips.
O mesmo é verdade em muitas áreas industriais. Um colega nosso no México, que é um engenheiro especializado no campo dos plásticos e dos petroquímicos, nos disse, estarrecido, que o custo das tubagens de PVC aumentou de 28 pesos, ainda há uns meses atrás, para 60 pesos. Ou seja, mais que duplicou. Também disse que o custo do alumínio é agora quatro vezes maior que há um ano atrás, mas que nem sequer a esse preço pode ser comprado, uma vez que não há alumínio disponível no mercado. E não há aço disponível. O custo do transporte marítimo, ida e volta, da China para o México? Duplicou no espaço de um ano. Por essa razão, nem sequer conseguem importar coisas da China.
E, talvez você tenha interesse em saber, há um mercado spot para o transporte de mercadorias, tal como há um para a energia. As pessoas não vão na esquina ou na mercearia e dizem: preciso de 6,000 TEUs. Não, é licitado em um mercado especulativo. Este mercado é controlado por três grandes companhias de transporte mercante. E, funciona do mesmo exato modo que todos os mercados de matérias-primas, que não é por oferta e procura: é um mercado spot especulativo, um mercado OTC onde se estabelecem preços sobre bens para entrega futura.
Portanto, vamos supor que você adquira, ou que licite para adquirir e mais tarde lhe seja entregue, 10 mil TEUs. É inconcebível que aluguem essa capacidade a meros US$20 mil por unidade hoje, quando têm toda a razão para acreditar que, daqui a três meses, vão conseguir fazer uma fortuna a US$30 mil por unidade. Portanto, vão sonegar essas capacidades do mercado. Logo, o que está ocorrendo é um processo especulativo, entranhado, de entesouramento e escalada de preços.
Crise sistêmica e colapso do dólar
E, no entanto, tudo o que acabamos de descrever não é a causa da crise, uma vez que o que está ocorrendo não é realmente uma inflação de preços. O que acabei de descrever não é o que está realmente ocorrendo. O que está ocorrendo é um enorme choque de desvalorização do valor e do poder de compra do dólar. O dólar é a unidade de medida internacionalmente utilizada — com exceção dos países que foram excluídos do mesmo, como a China ou cada vez mais a Rússia, e outros países, como o Irã e assim sucessivamente.
Assim, com o dólar como moeda de reserva internacional, quando o dólar já não consegue comprar aquilo que antes conseguia, isso toma a forma de aumentos drásticos nos preços: um aumento de duas vezes, ou de quatro vezes, ou de dez vezes. O que está ocorrendo é que o dólar está sendo transformado em papel higiênico usado ao longo dos últimos 30-40 anos; exatamente como Lyndon LaRouche avisou que viria a acontecer.
É por isso que é muito possível que, uma manhã, possivelmente durante o quarto quadrimestre deste ano, todos nós acordemos para descobrir que já não conseguimos comprar nada. O dólar não vai valer nada. Não vão encontrar nada para comprar. Vão ter corridas aos bancos; vão ter corridas aos caixas eletrônicos. O papel-moeda vai desaparecer. Vai dissipar-se em fumaça.
Aqueles US$1.7 quadriliões em bens financeiros especulativos vão dissipar-se em fumaça em um processo que vai ser o equivalente financeiro de uma reação nuclear em cadeia. Uma reação nuclear em cadeia não é uma queda de dominós — um cai sobre o seguinte, que cai sobre o próximo, e assim sucessivamente. Não é assim que funciona. Em um estouro financeiro, um estoura dois, dois estouram quatro, quatro estouram dezasseis etc., etc., etc. É uma reação em cadeia. E, são os sinais disso que estamos vendo hoje no mundo.
A causa disso não é a especulação per se, a causa disso é sistêmica. A causa disso é explicada pela função de Tripla Curva de Lyndon LaRouche, com a qual muitos de vocês estão familiarizados. Esta descreve o processo do que acontece numa economia, na forma de uma única e interligada função, que inclui, de um lado, agregados monetários e financeiros, e a taxa de crescimento dos mesmos, que, como acabamos de ver, estão aumentando hiperbolicamente. Esses agregados são contrapostos a um processo econômico físico, que corresponde aos requisitos concretos para a existência continuada de uma sociedade; algo que hoje está colapsando.
LaRouche explicou repetidamente que a Tripla Curva é uma única função. É uma única e inter-relacionada função, que não é aritmética, não é geométrica, não é hiperbólica. Com efeito, não pode ser explicada com nenhuma função matemática simples, uma vez que o processo econômico físico é um processo não linear, que pode ser de crescimento (onde saltos tecnológicos e avanços na tecnologia propiciam descontinuidades) ou que pode ser, em alternativa, de colapso, que é também não linear.
É por isso que, quando vemos o colapso começar a acontecer, como é o caso hoje, isso não é uma queda gradual. O que acontece é um colapso por fases sucessivas. E as pessoas olham em redor e dizem, “de que diabos é que isto veio?”. A resposta é: “Se tivessem dado ouvidos a Lyndon LaRouche não estariam levantando essa questão, uma vez que ele avisou para este exato processo que está agora a decorrer, e que estamos agora a ver. O que está ocorrendo é o colapso sistêmico”.
Uma palavra de LaRouche
Por cima disso, temos ainda outros dois processos que estão diretamente relacionados com o colapso sistêmico e que estão levando-o na direção do colapso completo. Porém, esses elementos têm os efeitos que têm porque temos este colapso sistêmico a decorrer. Um é a política do Green Reset, que está induzindo uma situação de cortes forçados no setor de energia, na indústria e em tudo o que é necessário para a existência contínua de uma sociedade. Essa política vem exacerbando o colapso econômico físico a uma taxa acelerada.
O outro processo relacionado é o processo especulativo que estávamos a descrever, onde temos qualquer coisa como US$1.7 quadrilhões flutuando especulativamente ao redor do mundo. Tendo, portanto, o tipo de efeito que estamos a ver hoje aqui. Mark Carney, o ex-diretor do Banco de Inglaterra, que é um promotor essencial do Green Reset, voltou a declarar claramente, no dia 10 de outubro, que a política tem um objetivo declarado. De acordo com Carney, temos de mudar aquilo a que ele chama de “encanamento” do sistema financeiro internacional, de modo a garantir que os “encanamentos” canalizem todos os fundos e recursos disponíveis para uma bolha especulativa de US$150 trilhões — esses são os números dele. E, da mesma forma, insiste Carney, os “encanamentos” têm ainda de garantir que nada vai para atividade produtiva propriamente dita.
A Tripla Curva de LaRouche, ou Função Típica de Colapso
Essa é a política, e a Federal Reserve também está, neste momento, colocando em prática uma mudança significativa de políticas — adaptando-se, com um colapso depressionário, ao estouro hiperinflacionário agora em curso.
Quero concluir com a citação de dois parágrafos de Lyndon LaRouche, a partir de observações feitas por este no dia 22 de outubro de 2001 — há 20 anos atrás. Como mencionei, se, ao longo dos últimos 20 anos, as pessoas tivessem dado ouvidos a LaRouche, não estariam agora fazendo questões tão tolas: “A razão pela qual tenho tido tanto sucesso em projeções econômicas é porque penso sistemicamente. Compreendo, portanto, de que modo um colapso sistêmico se desenrola, por oposição ao que é feito com ‘previsões’ do mercado de ações, que é algo de que qualquer idiota gosta de falar. Eu faço projeções, não ‘previsões’. Faço projeções baseadas nas características sistêmicas e nas condições de fronteira sob as quais o sistema opera. É por isso que tenho tido sempre razão, e que meus críticos têm estado sempre errados”.
Depois, LaRouche explicou sucintamente (mais uma vez, há 20 anos) o que está ocorrendo: “Portanto, temos uma situação global, nos Estados Unidos e fora deles, na qual o total de serviço de dívida a ser extraído das economias está a aumentar cancerosamente e, da mesma forma, os requisitos de pagamento de serviço de dívida. Isso está colapsando o poder produtivo real das nações e das suas populações, precisamente na mesma altura em que o total de dívida a ser reparada está aumentando. Portanto, não há qualquer forma pela qual dar continuidade ao atual sistema monetário e financeiro internacional, sem, com isso, colapsar a civilização numa Nova Idade das Trevas, que será generalizada e prolongada e na qual as nações, em sua maioria, desaparecerão, e a população humana colapsará rapidamente, ainda durante o curso deste século, até abaixo de 1 bilhão. E, o primeiro colapso tende a ser grande. Estamos, portanto, numa situação na qual quem quer que não apoie as minhas propostas para reorganização de bancarrota do sistema monetário e financeiro internacional, quem quer que não apoie as medidas que propus para este propósito, é um idiota declarado”.
A boa notícia, claro, é a de que, assim que esse processo sistêmico seja reconhecido, as soluções para o resolver estão à mão. As soluções de Lyndon LaRouche estão prontamente disponíveis, e podem ser rapidamente implementadas. Com efeito, os russos, os chineses e outros já estão a bordo. Estamos numa situação na qual… bom, eu ia dizer, “na qual podemos mudar de direção tão subitamente como quem tira uns tostões do bolso”. Porém, não vai ser uma questão de tostões, mas sim de dólares, dada a desvalorização e deflação do valor do dólar. A mudança pode, porém, ser feita, e pode ser feita rapidamente. E é precisamente isso que tencionamos concretizar.
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