No último dia dez, as milícias dos latifundiários pernambucanos agiu em mais um ato de selvageria fascista. O pequeno Jonatas, de apenas nove anos, foi brutalmente executado a tiros, na frente da mãe, no município de Barreiros, Zona da Mata Sul de Pernambuco.
O crime ocorreu no Engenho Roncadorzinho, onde moram mais de 60 famílias há mais de 40 anos após a falência das usinas onde os moradores trabalhavam. O Engenho foi propriedade da Usina Central Barreiros, atualmente uma massa falida sob administração do Poder Judiciário. Hoje abriga mais de 400 pessoas, 150 delas são crianças.
O pequeno Jonatas era filho do presidente da associação dos agricultores familiares do local, companheiro Geovane da Silva Santos, que também foi atingido no ombro pelos disparos, mas sobreviveu.
As milícias fascistas formada pelos latifundiários da região invadiram a casa de Geovane e deram de cara com a liderança camponesa e atiraram em um tiro certeiro que o derrubou. Enquanto os pistoleiros tentavam entrar na residência e atiraram contra Geovane, sua esposa e seu filho Jonatas — que não tem nenhuma relação com a luta pela terra, sendo seu crime perante os latifundiários ser filho de um militante da luta pela terra — correram para seu quarto e se esconderam debaixo da cama.
Durante a ação criminosa, o líder Geovane conseguiu fugir mesmo baleado. Enquanto isso, os pistoleiros procuraram por mais pessoas dentro da casa e encontraram Jonatas e sua mãe escondidos debaixo da cama. De maneira criminosa e em um ato de selvageria explicita, que deixaria qualquer nazista e fascista de carteirinha com inveja, os pistoleiros arrancaram o pequeno Jonatas que estava nos braços de sua mãe e sob sua proteção, o arrastaram e o executaram sumariamente na frente da mãe com um tiro da cabeça.
Depois de acabar com a vida da criança de nove anos, os milicianos saíram da casa e fugiram.
O que mais chama atenção neste caso não é a brutalidade das milícias fascistas organizadas pelo latifúndio, que sempre atuam dessa maneira, mas o silêncio total da esquerda pequeno-burguesa lacradora e canceladora. Os identitários ficaram calados e não fizeram nada. Os incendiários de “perigosas” estátuas não fizeram nem mesmo um de seus combativos e revolucionários “tuítes”, como costumam fazer quase diariamente contra o ex-Presidente Lula.
Há também um silêncio “ensurdecedor” da esquerda financiada pela Folha de S.Paulo e pelo imperialismo.
Poucos dias antes, toda essa esquerda citada acima estava numa guerra canceladora contra o perigosíssimo youtuber Monark por conta de uma declaração feita por este em seu programa de entrevistas, o Flow Podcast. Monark, que não representa nenhum perigo para a sociedade, não possui nenhuma milícia contra camponeses e muito menos é um nazista, ao contrário do que foi propagado por essa esquerda imperialista e pela imprensa golpista, só faltou ser linchado nas ruas pelos combatentes “antifas” da esquerda e da direita, como João Doria, Eduardo Bolsonaro, Alexandre de Moraes, Augusto Aras, entre tantos outros elementos fascistas.
Não quero aqui comentar sobre a campanha histérica da esquerda contra a liberdade de expressão e os ataques ao youtuber Monark, mas sobre sua total incapacidade de lutar contra o fascismo real e não imaginário.
Contra essa face criminosa do nazismo não se vê nenhuma disposição de luta. Pelo contrário, até mesmo os atos pelo fim do Governo fascista, pelo Fora Bolsonaro, foram cancelados como resultado da pressão dos setores da esquerda que defendem uma frente ampla com a direita golpista, incluindo representantes de organizações que organizam ou apoiam o massacre no campo e na cidade, como o PSDB e MBL.
Não é por acaso que a imprensa golpista faz propaganda da esquerda financiada pelo imperialismo, como o PSOL, os setores identitários, os canceladores, os defumadores de estátuas, entre muitos outros.
Os identitários não denunciam o nazismo real ou as ações fascistas que ocorrem quase diariamente nas favelas e no campo brasileiro. Essa esquerda identitária apenas serve para ser manipulada pela direita, nada mais.
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